Partiste…
Fazes-me tanta falta:
O teu olhar azul… claro como o mar,
O teu sorriso do tamanho do teu coração
E, principalmente, o Homem que tu eras,
Bondoso, forte, carinhoso e bem-parecido,
Perpetuam-se nas lágrimas
Que me escorrem pelo rosto…
De alegria, pela tua libertação,
Mas também de muita saudade
Das coisas que fazíamos juntos,
Muita saudade mesmo…
Nestes anos todos,
Não te aproveitei como devia
E sinto-me culpado por isso…
Avô, nem sequer me despedi de ti…
Se calhar a imagem que em mim deixas-te
É o que eu vou ser amanhã
E eu sinto-me orgulhoso por isso…
Quando me lembro dos teus sorrisos,
Dos jogos que propunhas, das graças que dizias
E do tempo que passaste connosco,
Choro porque são momentos inesquecíveis
E agora que desapareces-te
Com quem vou jogar ás damas
Ou ao "Perde-Ganha",
Ver os jogos do F.C.P.
Ou pedir conselhos… sem ti não é a mesma coisa.
Vô… Onde estiveres, estarás sempre
E no Paraíso espero que
Jogues às damas com o Criador,
Assim como fizeste comigo…!
Até sempre, Avô
Do teu neto Pedro, como costumavas dizer, que te ama muito
Lisboa, 4 de Setembro de 2000